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29 de agosto de 2012

Seria mais uma opção de veiculo elétrico - Cadillac Watts

Há rumores de que em meados de 2013 a Cadillac lançaria um veiculo elétrico nos Estados Unidos, por lá já rodam Chevrolet Volt e Nissan Leaf, ambos com subsídios do governo americano para os que adiquirem um dos modelos. A projeção abaixo mostra uma terceira opção de carro elétrico para este mercado, é o Cadillac Watts, inspirado no irmão GM Volt.
O visual Cadillac foi incorporado no carro, dando um ar de esportividade mesmo sendo um veículo de propulsão elétrica, as características do Chevrolet Volt foram mantidas nas laterais.
Na traseira um visual mais esportivo, em função das lanternas verticais e o grande detelhe em preto na tampa do porta malas.

Espero que gostem e comentem!

18 de novembro de 2010

Clássico do mês (Novembro): Cadillac série 62

                               
O Série 62 já existia na linha Cadillac bem antes de ganhar o estrelato com o célebre rabo-de-peixe. Quando foi lançado, em 1941, ele não representava surpresa em termos de estilo, tecnologia ou mercado, mas era o único da marca a oferecer um conversível. Porém, em alguns anos, seria a versão sem teto que garantiria a ele uma vaga – bem espaçosa – na história de Detroit.

Em 1942, além de para-lamas mais ovalados e de uma nova versão fastback, veio a primeira imitação de ogiva no para-choque dianteiro do modelo, dando início à inspiração estilística na aviação militar. Era o que os americanos apelidariam de “dagmars”, em referência à opulência anatômica frontal de uma famosa atriz de TV. O Série 62 tornou-se o Cadillac mais popular. Com a entrada dos EUA na Segunda Guerra, em 1942, a produção foi suspensa até 1946.

Em 1948, surgiria o mítico rabo-de-peixe, uma traseira adornada por ressaltos que lembravam barbatanas. Trazia ainda para-lamas dianteiros embutidos, marca do design pós-guerra. Um V8 com válvulas no cabeçote de 160 cv veio em 1949, junto com a famosa versão Coupe de Ville, sem coluna central. Os “dagmars” começaram a inflar em 1951. A exclusividade da carroceria conversível foi um pouco ofuscada pelo acabamento superior e para-brisa envolvente do Cadillac Eldorado em 1953 – esse vidro seria incorporado no Série 62 no ano seguinte.

De 1955 a 1958, os dois conversíveis se distinguiriam mais no estilo da traseira e na potência (superior no Eldorado). Em 1959, os dois eram quase gêmeos. Foi o ápice dos excessos de estilo, do designer Harley Earl e de Detroit como um todo – o rabo-de-peixe media 107 cm. Mais que aviões, o carro lembrava um foguete, impulsionado pelo V8 de 325 cv.

Tudo era um exagero no Série 62 dessa época, tal qual o 1959 da foto. Como seu comprimento, de 5,70 metros. Com o teto fechado, o ar-condicionado congela tudo. A direção de volante grande é bem macia e o câmbio automático é longo – sentem-se as mudanças, mas sem barulho. Porém a maior surpresa é mesmo sua suspensão. O conversível não traduz o asfalto em trancos e tampouco rola nas curvas. “Mas o freio tem fading e os pneus superaquecem”, diz Delso Calascibetta, gerente de vendas da Private Collections, que cedeu o carro para as fotos. Não é para menos, afinal, são mais de 2 toneladas.

Em 1960, o desenho foi simplificado, o que acentuou a aerodinâmica das linhas. Começava a era Bill Mitchell no design da GM, mas a paridade estética entre os dois conversíveis prosseguiria até 1964. No auge do Eldorado, o Série 62 oferecia quase o mesmo e vendia mais. Por custar menos e dispor antes de uma versão conversível, ele conseguiu definir melhor a prosperidade e a ostentação associadas aos Cadillac que seus irmãos mais célebres


ELDORADO

É um erro comum achar que todo Cadillac conversível 1959 é um Eldorado Biarritz (foto). Então como distingui-lo do mais simples Série 62? Uma faixa cromada contornava os para-lamas traseiros do Eldo, que ainda oferecia a opção de suspensão a ar e 20 cv a mais. Se ele atraiu 1 320 compradores, o Série 62 respondeu por 11 130 vendas naquele ano.