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30 de janeiro de 2012

Melhor projeção de 2011 - Chevrolet D-20

Com apenas 1 voto de diferença, a Chevrolet D-20 foi eleita a melhor projeção do ano de 2011, deixando o Muira Saga e Chevrolet S10 Cabine Estendida para trás, recentemente apresentei a versão cabine simples da D-20, atendendo a sugestão de um leitor do blog.

Grande vencedora - Chevrolet D-20
Picape robusta e bem fiel em relação ao modelo original de 1989, eleita numa disputa acirrada com o Muira Saga.


O vice - Miura Saga
Colada logo atrás dando "sinal de luz atrás" na D-20, o Saga ganhou faróis convencionais e leves retoques nas luzes de seta, dando um toque mais moderno no visual do carro, com a substituição dos faróis escamoteáveis.

Muito obrigado a todos que votaram na enquete, continuem sempre visitando o blog.

26 de outubro de 2011

Releitura do Miura Saga

Mostrado recentemente aquí no blog na sessão Clássico do mês, o Muira Saga teve uma carreira de sucesso no Brasil, como foi contado na sessão dos clássico. Também presente na sessão de releituras, confira abaixo a projeção feita por mim.


Frente segue fielmente o visual do Miura da época, com faróis escamoteaveis, carroceria baixa e linhas retilineas com poucas curvas, e a ausencia de maçanetas nas portas, reforçanco a esportividade do carro.
Traseira composta de lanternas que invadem toda a traseira e de formato horizontal, sendo que nesta as linhas corvas predominam.

Versão conversível
Versão conversível, com um ar mais estiloso.

Espero que gostem e comentem!

30 de setembro de 2011

Classico do mês (Setembro): Miura Saga

Revelado no Salão do Automóvel de 1984, a nova versão era o topo de linha da marca - custava 58 milhões de cruzeiros, equivalente a 102 500 reais hoje. O Saga parecia uma versão de três volumes do Targa e do Spider. Sem o vinco diagonal dos outros dois e com frisos que percorriam as laterais, o estilo imprimia discrição, embora a frente pronunciada contrastasse com o volume curto do porta-malas. Mas seu forte eram os itens de série, como teto solar, bancos de couro, ar-condicionado e trio elétrico.

Com o motor 1.8 a álcool do Santana, que estreava nos Miura com o Saga, os 1 200 kg (70 kg mais que o sedã VW) davam trabalho a seus 92 cv - havia ainda a versão a gasolina de apenas 87 cv. Até então os Miura só usavam motores VW 1.6, refrigerados a ar e depois a água. Assim, a esportividade mesmo ficava por conta do visual. O Saga alcançava 175 km/h e ia de 0 a 100 km/h em 13 segundos, segundo a fábrica. O destaque mecânico eram os freios a disco nas quatro rodas, algo que só o Alfa Romeo 2300 Ti4 tinha. Já em 1985 o Saga correspondia a 60% da produção da Miura.

A linha 1986 agregou futurismo ao luxo.  A abertura da porta por controle remoto é um prólogo do espetáculo eletrônico que a maioria dos importados de hoje não oferece. "A regulagem eletrônica de altura do volante transforma a posição baixa em esportiva. Já a alta deixa a direção menos cansativa em trânsito mais pesado", diz o dono, um técnico eletrônico paulista.

Acima do rádio, está a pequena TV preto e branco japonesa de série, com tela de 5 polegadas, equivalente à de um celular atual. O toca-fitas Tojo traz equalizador, próximo ao controle do computador de bordo. Com sistema de voz, este avisa o motorista sobre funções como afivelar o cinto de segurança, abastecer, checar temperatura do motor e a pressão do óleo e retirar a chave do contato - o computador também controla o sensor crepuscular. Não faltava nem uma minigeladeira, instalada na lateral esquerda do banco traseiro.

Essa primeira geração durou até 1988, ano em que a Miura passou a adotar o novo motor AP-2000 do Santana. Desde 1987 havia o Miura 787, baseado no Saga, porém 5 cm mais curto, com traseira hatch e aerofólio. Para 1989, o novo Saga ganhou uma traseira em que o vidro emendava com os laterais. Com a abertura das importações, em 1990, ele perdeu o ar de exclusividade e a produção parou dois anos depois, encerrando a história de um carro nacional que mesmo hoje, quase 20 anos depois, causaria inveja a muito importado por aí.